Pra que serve a internet?

“Você precisa me avisar quem é do babado e quem não é”, pediu um cidadão pelo MSN outro dia, a respeito da turma do Black Russian Social Club.

Olha, nada contra a pessoa que perguntou, nem contra a preferência sexual de cada um e seus mecanismos de paquera, mas taí uma coisa que eu não entendo: só porque está online tem que atirar para tudo quanto é lado?

Este comportamento de usar a internet como atalho para paquerar é clássico, como alternativa pra quem tem dificuldades para conseguir um relacionamento ao vivo e a cores. Deve haver umas trezentas teses de psicologia sobre isso, não vou nem me dar ao trabalho de citar as fontes (www.procuranaporradogoogle.com.br). Sempre achei isso uma rota de fuga imbecil, porque se no tête-à-tête você não consegue só vai conseguir na web se basear seu comportamento em mentiras e meias-verdades.

Eu entendo que do ponto de vista gay é muito mais complicado, porque a sociedade é preconceituosa e mimimi, e que a internet acaba sendo um atalho para desenvolver essas relações – papel que executa muito bem. O que eu me intriga é que parece que precisa ser o tempo todo, em todas as coisas que tem: twitter, blog, Orkut, MSN, facebook, a porra toda. Essa lógica me leva à crítica que meu irmão sempre faz das mulheres modernas: confundem liberdade com libertinagem.

É realmente necessário se atirar em qualquer oportunidade?

p.s.: eu sei que nem todo gay faz isso, assim como nem todos vivem nos darkrooms, mas é uma parte significativa, vamos combinar, né?

um comentário:

FOXX disse...

assim, meu atual namoro e o ultimo eu conheci pela internet então nem vou ler o texto todo pra não correr o risco de ser ofendido em alguma parte tá?


q bom q tirou o pó!