LGBT por dentro e por fora

A sigla já não é tão desconhecida, começou como GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes), passou por inúmeras variações até chegar à grafia atual: LGBTTTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Transgêneros e simpatizantes). Uma sigla enorme, que demonstra uma coisa clara: são indivíduos que lutam por seus direitos civis e representações, mas não são um grupo homogêneo. Às vezes acho que essa sigla é meio que uma reunião de interesses em comum temporários.

A verdade é que as letras da sigla se reúnem em manifestações públicas, mas não andam juntas. Cada uma dessas letras tem seu grupo, seu tipo de entretenimento, suas escolhas e são raros os grupos mistos. Gays, lésbicas e bissexuais se misturam eventualmente e só. Gays não têm amigos travestis, transexuais não saem com lésbicas e por aí vai. Posso fazer “n” combinações que não funcionam. Eu me pergunto porquê. Pelas limitações em relação à sociedade, todos - ou ao menos uma parte significativa - se reúnem. Por escolha, não se misturam, existe um certo “azeitamento”. Então calmaê, somos semelhantes ou divergentes? Estamos juntos ou separados? De fato, nos importamos uns com os outros ou só achamos conveniente aumentar o grupo para fazer volume na hora da pressão social?

Há alguns anos, minhas companhias de sair era um grupo em que haviam gays, lésbicas e heterossexuais, embora às vezes eu creia que nos aproximamos mais por desajuste social do que por qualquer outra razão. Sinto falta daquela mistureba... E lamento só ter acontecido uma vez.

2 comentários:

FOXX disse...

então, é verdade que há uma divisão entre gays e lésbicas, porém nos grupos de lésbicas os transexuais e travestis são aceitos normalmente.

Não existe mais o S de simpatizantes, a sigla é somente LGBTTT.

Lomyne disse...

Vá para a wikipédia, Foxx: http://pt.wikipedia.org/wiki/LGBT

Sinta-se à vontade para editar o verbete lá.