Agora gays podem "se casar". E daí?

Semana passada o Supremo Tribunal Federal julgou procedente o direito à união homoafetiva. Means what? Quase porra nenhuma. Ou melhor, só metade do que lhes é de direito. No dia do julgamento eu estava na casa do Alan, amigo, gay e é advogado. E isso facilitou bastante meu entendimento sobre o que exatamente acontece. Porque né, gente, sem o Alan eu sequer teria entendido o que aqueles senhores estavam dizendo.

Entre muitas coisas, o Alan explicou que a união estável não é como o casamento, que os direitos são parciais e bastante cruéis na questão de herança. Mas tudo bem, porque gay ou não, ninguém casa esperando o dia de ficar viúvo(a).

No dia em questão, eu estava acompanhando o buzz pelo twitter e fiquei pasma com a atuação do Pastor Malafaia e outras figuras públicas, que se mostraram profundamente preconceituosas e medíocres, como é de se esperar daqueles que se crêem no direito de falar em nome de Deus.

Tudo isso até que foi suportável. O que me deixou chocada é que na enquete no Facebook, uma pessoa que eu conheço se declarou contra a legalização da união homoafetiva. Como é que pode, uma mulher, de 33 anos que conhece e circula entre homossexuais (pressuponho que deva considerar algum deles como amigo) ter uma mente tão estreita?

E tudo isso me leva a uma triste constatação: o que conseguimos semana passada foi uma grande vitória, mas ainda está muito longe de ser igualdade de direitos e mais longe ainda de ser um mundo - ou ao menos um país - de pessoas que se respeitam independente de suas diferenças.

um comentário:

FOXX disse...

é, eu recebi um e-mail de uma prima minha contra. quis matar a infeliz!