Tá se orgulhando disso?

Você vê o Big Brother Brasil? Eu não, mas é inevitável ouvir comentários de todo tipo, de todas as pessoas. Pois bem, qual a contagem real de não-heteros no BBB? Contando toda a fauna e flora disponível, desde o começo, que eu saiba são três: um gay-drag, um gay-bichinha e uma lesbian-truck. Não acompanho o suficiente para contar os enrustidos.

Ontem à noite eu passei pela TV em busca de um café e tomei-lhe um susto ao ver o Serginho: um short de dançarina de axé nas cores do arco-íris e uma regata preta com uma caveira de lantejoulas. Eu sou soltei um meu-senhor-amado-que-porra-é-essa. Foi automático. Posso garantir isso porque sou absolutamente fanzoca do Serginho, sério. O Hernan pode confirmar. Minha avó estava com aquela cara de incrédula na frente da TV e eu acompanhei.

Eu não tenho nada contra as escolhas de cada um, aposto minhas unhas vermelhas nisso. Por outro lado, sempre que vejo alguém como o Serginho, ou mesmo como o língua travada (sorry, esqueci o nome) e seus conselhos de cabelereira velha, eu paro diante de uma pergunta tostines: os gays são caricaturas na mídia porque são na vida real ou são na vida real porque são na mídia?

Eu acho péssimo só ver esses clichês sendo divulgados e se eu fosse do babado estaria muito ofendida com esse tipo de “representante da categoria”. Em termos de BBB, senhores, eu sou muito mais Dourado. Mas depois eu faço um post para explicar esse ponto de vista, porque eu sei que alguém vai se ofender nos comentários. Se ofendeu? Senta e chora que eu fico esperando.